theme por nostalgia-surreal; base por amar-gura; alguns detalhes originais da im-mutable, inexistir e amar-gura; inspirado em inexistir. NÃO COPIE, PF:|





Eu vi todo mundo partir, virar as costas e agir como se nunca tivesse se importado. Eu vi pessoas que eu nunca pensei que conseguiria viver sem indo embora, e não pude fazer nada. Alguns eu afastei de mim mesmo querendo perto. E nunca me acostumei com a partida, sempre é uma dor diferente, porem igual. E de todas as partidas, a que mais doeu foi a que não teve despedida, foi embora e nunca soube o porque. Pensei que o problema fosse eu, e tentei de todas as maneiras ser uma pessoa que não afasta ninguém. E talvez o problema seja eu, mas também das pessoas; eu sempre aceitei defeitos e indiferenças, eu nunca briguei dizendo ”não gosto do seu jeito..”, sempre aceitei. E quem é que me aceita? É triste ver te virarem as costas, doí demais se sentir abandonado. Mas uma coisa eu aprendi, algumas pessoas precisam sair de nossas vidas, não vale pena, é perda de tempo. Certas pessoas precisam nos deixas para outras entrarem, e assim vai. Eu sei que, talvez, eu devesse me fechar, e não deixar ninguém bagunçar minha vida que já está tão bagunçada, mas eu não resisto quando batem na porta ou entram sem pedir licença, eu gosto de gente que chega, que entra e me deixa bem. O problema é quando quem me faz bem se vai, nunca sei para onde correr e o colo que a gente tanto procura nunca aparece. Mas é assim mesmo, chegou, foi embora e a gente fica sem chão. Kássia Ferreira (poetas-suicidas)



E me diz como é que dá pra ser forte, sendo que a gente fica precisando de alguém, mas a vida nos obriga a viver solitariamente? Não consigo fingir todo instante, não consigo ser quem não sou realmente, esconder minha tristeza por trás de meus olhos inchados de tanto me lamentar e de meu sorriso forjado. A minha vida fica amarga a cada dia mais, sem motivos para prosseguir. E parece que quanto mais eu tento, mas eu descarrilho ladeira abaixo; parece que tudo o que escalei não foi o suficiente para me trazer vida de novo. Virei um poço de ilusões, um mar de amarguras, um baú de incertezas e inseguranças. Tudo que me resta é tentar ficar de pé depois de ser pisoteada. Em meio á tantas derrotas, tantos fracassos, eu queria pelo menos amenizar esse sofrimento todo, essa dor que eu sinto no peito. E acho que cansei. Cansei de tentar viver uma vida melhor nesse mundo podre. Minhas expectativas já foram frustadas, meus sonhos destruídos, e minha tristeza aumentou. Ainda há vestígios de um grande amor platônico dentro de mim, que de tão grande ser, acabou transbordando pelos meus olhos. Há horas que paro, olho pra mim mesma e digo: “Como ainda estou de pé?”. A dor é tamanha, que ao mesmo tempo em que meus sentimentos morrem, eles ressucitam mais fortes ainda. Eu fui ignorada, sim eu sei. Mais sei lá, ás vezes o amor é tão forte, que quanto mais a gente perde, mas a gente quer, me entende? Cometi um grande deslize, comprometedor para a minha vida. Fui intensa demais, amei demais, me dediquei demais. E adivinha? Me iludi demais, errei demais. Pretendemos não correr atrás, mas o coração tá no comando, nós não agimos por nós mesmos. Á procura de um amor clichê, bastou ler um livro de romance, que eu achei que aconteceria comigo também. Por um momento, só um momento, eu sorri. Até que lembrei que meu sorriso era provisório. Assim como minha vida que desabava mais a cada instante. Me sentindo vazia, me vi esgotada. Agora, depois de sofrer tanto, virei um pó; um pó pelo qual ninguém nem se recorda mais. — Sté G. (make-s)

